Vida Cristã

AS MARCAS FICARÃO ATÉ QUE JESUS VOLTE

“Muito obrigado, ELTRO PIMENTEL LOPES!”

Hoje, depois de 37 anos de trabalho incansável, estamos vendo um verdadeiro homem de Deus deixando a função que ele tanto amou. Não poderíamos deixar de dedicar a pastoral deste domingo a um amigo e irmão, que deixou suas marcas nesta igreja. E podemos vê-las em todos os lados. Eltro Pimentel Lopes foi o homem que Deus usou desde 1979, nesta igreja.

A Primeira Igreja de Vitória tinha alcançado o seu limite durante o pastorado do Pr. Nilson do Amaral Fanini. Ainda que o edifício construído por Loren Reno e Almir dos Santos Gonçalves fosse tão belo e se constituísse em um dos mais imponentes da velha Vitória, já não supria mais a necessidade de abrigar o povo que o frequentava. No ministério do Pr. Samuel Cardoso Machado, a igreja continuou se desenvolvendo e crescendo, até ao ponto que alguma coisa teria que ser feita. Um terreno já tinha sido adquirido na Esplanada Capixaba, por visão do Pr. Fanini e do missionário Harrison Pike. Uma área aterrada pelo governo estadual, numa região que estava se tornando nobre. Os fundamentos foram lançados, no ministério interino do Pr. Orivaldo Pimentel Lopes. Era necessário, portanto, prosseguir. E, para isto, era imprescindível que alguém, com coragem e determinação, assumisse este desafio, ou seja, a execução do projeto, tanto do Edifício de Educação Religiosa quanto do novo templo. O Pr. Samuel Cardoso Machado provou ser aquele homem.

Ele, sozinho, não poderia realizá-lo. Contou com homens e mulheres, levantados por Deus, que se colocaram à disposição, colaborando com amor, dedicação, fidelidade e recursos. Eram voluntários, e muitos! Este espaço é exíguo mencioná-los todos. Há o sério risco da omissão e da injustiça. Mas, com certeza, todos estão registrados nos anais celestiais.

Foi neste contexto que, finda a construção do Edifício de Educação Religiosa, foi iniciada a construção do templo. O trabalho voluntário continuou extremamente necessário. Porém, houve a necessidade de termos alguém mais constante, diante dos novos desafios. Em 1979, a diretoria da Igreja e a junta diaconal, convocadas pelo Pr. Samuel, acataram a sua indicação para a contratação de um supervisor. A escolha recaiu sobre o diácono Eltro Pimentel Lopes. Ele trabalhava em uma companhia de exportação de café (Marcelino Martins), e dava provas sobejas de que poderia suprir esta nascente necessidade, com sua dedicação às coisas de Deus, comprovada competência e pelo amor à igreja. Aos 15 anos havia se tornado parte integrante dela, pelo batismo. Foi necessário convencê-lo de trocar um trabalho, que bem dominava, para aceitar este desafio. O Pr. Samuel fez o trabalho de convencimento e, depois de um tempo relutante, ponderando os prós e contras, Eltro aceitou.

Os anos dedicados às atividades nesta igreja e suas marcas jamais serão esquecidos. Por seu comprometimento com o trabalho e sua abnegação, buscando suprir as necessidades até fora do âmbito de suas atribuições, um verdadeiro “pau pra toda obra”, carinhosamente recebeu a alcunha de Super Eltro. Do seu casamento com Zeiza, vieram os filhos Leonardo, Alexandre, Renata e Daniele, enriquecendo o seu lar. Era difícil chegar nesta igreja e não ver, como o primeiro rosto, a pessoa do Super Eltro. Ele supervisionou os trabalhadores durante a construção do templo; era o contato com os fornecedores de material, e, quando necessário, ele próprio pegava junto como qualquer outro trabalhador. O que nós vemos neste templo são as marcas de um homem que não mediu esforços para servir ao seu Senhor.

Finda a construção do templo, Eltro continuou prestando serviços à igreja, atuando na área da administração. Viu duas gerações crescerem nesta igreja, e muitos dos que a lideram hoje recordam, com saudade, o tempo quando faziam artes e armações, como crianças e adolescentes que eram. E como, quando flagrados, eram admoestados pelo Tio Eltro. Não foi tão somente um empregado da PIB de Vitória. Ele foi um prestador de serviço a seu Senhor.

Hoje estamos despedindo o Super Eltro da função que ele exerceu com amor e carinho, não somente ao seu Senhor como também ao povo de Deus. Chegamos a um momento quando a situação financeira do país tem trazido grandes dificuldades em todas as áreas, e na igreja não tem sido diferente. Os gastos necessitam ser controlados; despesas gerenciadas; cônscios de que Deus espera que sejamos mordomos cuidadosos de tudo o que Ele coloca nas nossas mãos. É por isto que estamos perdendo a bênção do serviço do meu amado irmão e amigo Eltro. Eu jamais esquecerei quem ele é para mim: “Um amigo mais chegado que um irmão. ” A PIB de Vitória jamais será a mesma. Mas as marcas “Eltrinas” estarão em todos os lados, sempre nos lembrando que por aqui passou um homem de Deus.

Pr. Geriel de Oliveira

Pastor em Exercício